Notícia

SUINOCULTURA

segunda, 01 de junho de 2020
Para G-8, Agroceres PIC vai estimular mais atividades e fortalecer agronegócio regional

Organizadora do Seminário de Suinocultura, G-8 diz que a empresa estimulará exploração de toda a cadeia produtiva e outras atividades

 

O anúncio, no último dia 22, de que a Agroceres PIC vai construir em Paranavaí um complexo genético suinícola, com investimentos de mais de R$ 100 milhões, foi comemorado no G-8, grupo informal que reúne as principais entidades não governamentais de fomento da economia local. A suinocultura vinha sendo debatida há dois anos no grupo, que fez visitas a uma granja de engorda de porcos, um frigorífico que atende suinocultores independentes e até a Copacol, uma das grandes cooperativas do Paraná que atua no setor. Esse trabalho culminou com a promoção do I Seminário de Suinocultura do Noroeste do Paraná, realizado em março último, durante a Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Paranavaí (ExpoParanavaí).

 

A proposta do G-8 é, inicialmente, a produção de carne, embora a cadeia produtiva da suinocultura seja extensa: genética, o ramo da Agroceres PIC, que geram as matrizes; a criação de leitões a partir destas matrizes, a engorda, o abate para a produção de carne e uma variante que são os embutidos, geralmente produzidos a partir das matrizes, quando estas começam com o declínio reprodutivo. Mas para o grupo, a chegada da Agroceres PIC agora vai estimular produtores rurais e investidores a atuarem em todas as fases da cadeia.

 

Além disso, haverá um ganho adicional na área de ensino e pesquisa. É o que aponta o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unifatecie, professor Marivaldo da Silva Oliveira. “Assim que for possível, vamos procurar a Agroceres PIC para estabelecermos parcerias”, diz ele.

 

A Agroceres PIC vai instalar duas novas unidades de produção em Paranavaí, numa estratégia ousada, porque acontece na contramão da crise atual. Estas unidades, segundo a empresa, vão promover o fortalecimento da cadeia produtiva da carne suína do país. Será instalada uma moderna granja núcleo de suínos e uma nova unidade de inseminação de genes. O projeto é alojar 3.500 fêmeas de elite, se constituindo no maior e mais moderno da América Latina, incorporando tecnologia de última geração e atendendo as mais rigorosas normas de biossegurança e bem estar animal. Serão produzidos por ano 110 mil animais de alta genética no novo núcleo de Paranavaí, que vão abastecer plantéis em todo o Brasil e nos países vizinhos.

 

Além disso, o investimento prevê a construção de uma nova unidade de inseminação de genes com capacidade para produzir um milhão de doses de inseminação por ano, elevando a produção anual da empresa para quatro milhões de doses de sêmen de altíssimo valor genético.

 

EMPREGO E RENDA - O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP), Maurício Gehlen, coordenador do G-8, está satisfeito com a instalação do núcleo da Agroceres PIC, que vem trazer uma nova atividade econômica. “O Seminário que realizamos em março tinha o objetivo de despertar nas empresas esta vocação que a região tem para a suinocultura. Então, ficamos muito felizes com este anúncio”, diz ele.

 

Gehlen disse que a ACIAP vai continuar atuando para atrair cada vez mais empresas para gerar empregos e aumentar a renda do trabalhador, que vai gastar mais e gerar riqueza para o município, criando um círculo virtuoso. A empresa deve gerar 100 empregos diretos e outros 500 indiretos. Na construção a perspectiva é da utilização de mão-de-obra de 200 operários.

 

Ivo Pierin Júnior, presidente do Sindicato Rural de Paranavaí e vice-coordenador do G-8, diz que a multinacional dará um up no processo de implantação da suinocultura na região. “Quem tinha dúvida sobre a viabilidade da atividade agora tema comprovação com o anúncio deste investimento”, sublinha, acrescentando que a chegada da Agroceres PIC é a prova definitiva que o Noroeste tem as condições para a produção de suínos.

 

Pierin diz que um dos assuntos debatidos no seminário - a vantagem da região por não ter a circulação de doenças vinculadas à suinocultura, pois nunca explorou a atividade - está comprovado agora. Ao anunciar o investimento a própria empresa lembrou desta realidade.

 

O presidente do Sindicato Rural também se mostra otimista com os desdobramentos da nova atividade. “Este foi um passo importante para todo o processo produtivo”, diz ele, que vislumbra o desenvolvimento de outras atividades paralelas, como o aproveitamento dos dejetos como fertilizante orgânico (para várias culturas) e para a geração de energia. Aliado a isso, haverá estímulo ao plantio de grãos (milho e soja, por exemplo, para alimentação animal), que poderá ser realizado através da irrigação. “É o começo de um processo para ampliar a diversificação e aumentar a produtividade da região”, diz ele.

 

A agilidade com que a Administração Municipal se mobilizou para garantir a vinda da empresa também foi destaca pelo líder sindical. “Reconhecemos que a Prefeitura fez um trabalho rápido e eficiente que culminou com este anúncio”, disse ele.

 

GRANDE E PEQUENO PRODUTOR - Para as lideranças do setor rural, a suinocultura tem outra vantagem: por ocupar um espaço pequeno, a atividade pode ser implantada sem necessidade de o produtor ter que parar com sua cultura original. O ex-presidente e ainda representante da Sociedade Rural do Noroeste do Paraná no G-8, Mário Hélio Lourenço de Almeida Filho, lembra que esta característica permite que a suinocultura seja explorada por pequenos e grandes produtores. “A vinda desta empresa é extremamente positiva e vem ao encontro do que vínhamos discutindo. Nós não estávamos estimulando a suinocultura ao acaso, mas com base em estudos que apontavam a sua viabilidade”, aponta ele.

 

Almeida também concorda que a suinocultura, com a chegada da multinacional, não será apenas uma produtora de proteína animal. “Haverá vários desdobramentos. E poderemos explorar toda a cadeia produtiva”, reforça.

 

Um dos autores do projeto de viabilidade técnica e econômica da suinocultura para a região, o professor Marivaldo Oliveira não esconde sua satisfação com o anúncio da Agroceres. “Estas empresas têm uma visão de longo prazo. Se pensamos nos próximo cinco, 10 anos, eles pensam nos próximos 20 e 30 anos”, enfatiza ele. O médico veterinário aponta que a chegada da empresa dá convicção a quem queria investir na atividade e estava em dúvida. “É uma das empresas líderes mundiais do setor e que tem um padrão de genética e sanidade muito acima da média”, atesta ele, para em seguida anunciar que, em nome da UniFatecie, vai procurar a empresa para parcerias. “Abre um enorme campo para a veterinária, a agronomia, amplia o campo de trabalho para os nossos acadêmicos e ganhamos ainda em pesquisa. Vamos ter acesso ao que há de mais elevados em termos de genética suína”, arremata Oliveira.

Fonte: Assessoria de Imprensa Aciap