Notícia

FALTAM MOEDAS EM PARANAVAÍ

quarta, 14 de agosto de 2019
Varejistas reclamam da falta de moedas

Comércio varejista pensa em ações para trazer as moedas de volta ao mercado

 

Está faltando dinheiro no mercado. Mas a reclamação do comércio varejista de Paranavaí não se refere somente à crise econômica que os brasileiros estão acostumados a fazer. Além das dificuldades financeiras, os varejistas dizem que as moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos e de 1 real sumiram do mercado.

 

“Ainda temos muita gente que paga suas contas em dinheiro e, principalmente os mais idosos, fazem questão dos centavos do troco. Só que não está fácil encontrar moedas”, disse a conselheira Águida Araújo Sandri Machado na reunião da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP), realizada nesta terça-feira, 13, no Jardim São Jorge.

 

O desaparecimento de moedas é em decorrência do estímulo do governo e de economistas para a população poupar. “É comum aparecer pessoas com uma lata ou um vidro cheio de dinheiro para fazer o depósito. Para nós é um problema, porque não podemos recursar e temos que parar um funcionário e designá-lo exclusivamente para contar todas as moedas”, disse o vice-presidente da ACIAP, Rafael Cargnin Filho, que é presidente do Sicoob.

 

Entre as várias sugestões apresentadas está a de o próprio Sicoob e outras instituições financeiras avisar o comércio varejista quando se defrontar com uma situação destas - o comerciante trocaria as moedas por notas de papel para o poupador. Alguns diretores relataram experiências exitosas adotadas por alguns estabelecimentos comerciais em relação ao assunto, que vão desde remunerar melhor as moedas, pagando um pequeno ágio, trocar a moeda pelo mesmo valor mas oferecer um brinde e ainda trocar moedas por cartões numerados para sorteio de prêmios.

 

“Temos que pensar em algo criativo”, disse o presidente da ACIAP, Maurício Gehlen. A poupança, posicionou-se a diretoria, é importante, mas a troca de moedas por notas de papel periodicamente é essencial para elas não faltarem no mercado.

Fonte: Assessoria de Imprensa Aciap